Vinho, Gastronomia e Viagens

4 dicas para economizar na compra de vinhos

Com a alta dos impostos, do dólar e, consequentemente, do preço dos vinhos, fica difícil não sentir os impactos no bolso, e como “beber menos vinho” não é uma opção das mais agradáveis, vou deixar aqui 4 dicas que eu uso para economizar na compra:

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1. Clube de assinatura

O clube de assinaturas de vinho funciona assim: você paga uma mensalidade fixa e recebe uma quantidade de vinhos por mês na sua casa. O valor varia de acordo com o nível do vinho e a quantidade de garrafas que você vai querer receber. Esta é uma ótima forma de economizar se você gosta de conhecer novos rótulos, uvas e produtores. Geralmente são bem selecionados por algum enólogo e/ou sommelier e têm um preço menor do que se comprado fora do clube. Por exemplo, se um vinho custa R$ 28,00/garrafa em um clube de assinatura, ele pode custar R$ 35,00 se comprado fora do clube (estes valores são apenas para exemplo).

 

2. Cartão de Crédito

Algumas bandeiras de cartão de crédito possuem convênios e parcerias com sites dando vantagens e descontos exclusivos para quem compra com o cartão especificado. Vale a pena verificar se o seu cartão te dá esse tipo de desconto e ficar atento às condições e restrições.

 

3. Comprar no “atacado”

Algumas importadoras, lojas e sites vendem vinhos por um preço menor, quando comprados em maior quantidade do mesmo vinho, outras estipulam um valor mínimo de compra para conceder este desconto. Dica: para não ficar com muitos vinhos iguais, chame os amigos para dividir os vinhos e a conta!

 

4. Fidelidade: Sites, lojas, supermercados

Ter cadastro em sites pode te dar alguma vantagem, por exemplo, receber alertas e descontos exclusivos por e-mail, promoções rápidas ou frete grátis. Outra opção é ter cadastro em supermercados, pois as vezes concedem descontos em vinhos para clientes cadastrados.

 

Alguém tem mais alguma dica?

5 Motivos para NÃO comprar uma adega climatizada

Adega vinhobasico

Ter uma adega bonita, cheia de recursos e com capacidade infinita de vinhos é o sonho de consumo de qualquer enófilo, mas é importante saber se a adega vai ser bem utilizada ou se será uma “geladeira de luxo”. Outro dia comecei a pesquisar adegas climatizadas e me deparei com algumas limitações que me fizeram desistir (pelo menos por enquanto):

 

1. Alta rotatividade dos vinhos

Se o seu vinho não fica esperando muito tempo para ser consumido, talvez uma adega não seja tão necessária nesse momento. Veja o exemplo de uma prateleira de supermercado: estão sempre vendendo e repondo os vinhos (e as prateleiras não são climatizadas!).

 

2. Vinhos Jovens

Os vinhos que você consome em casa são para consumo imediato e/ou não necessitam de guarda? Uma adega poderia ser dispensada, desde que o vinho fique em local adequado.

Nesse item, é importante se questionar se você (só) compra vinhos jovens porque não tem uma adega para guardar ou se não tem adega justamente porque só compra vinhos jovens. É uma questão de gostos e necessidades.

 

3. Mudança frequente de residência

Você pensa em comprar aquela adega para guardar aquele vinho e deixa-lo envelhecendo por alguns anos (alguns vinhos precisam desse descanso), mas se lembra que nos últimos 4 anos mudou de casa 7 vezes(!). Imagina como ficaria o seu vinho depois da maratona: entra na adega – sai da adega – entra no carro – chacoalha no carro – sai do carro – volta pra adega (agora repita mais 6 vezes). Se esse vinho não morrer de estresse, vai ficar com sequelas e depois não adianta colocar a culpa no vinho, na vinícola ou no enólogo.

 

4. Falta constante de energia elétrica

Certo, nesse quesito não há muito o que ser feito, mas pense em que tipo de vinho e de adega você quer preservar. Imagina esse “vai e volta” de energia + o risco de queimar o equipamento + a correria para salvar o vinho. Verifique se sua casa tem problemas de energia, por exemplo, falhas de dimensionamento de circuitos (que fazem o disjuntor desligar toda hora). Veja se vale a pena o risco de perder a adega ou o vinho.

 

5. Adega passiva

Se você tiver a sorte de ter um local adequado com condições altamente favoráveis para armazenar um vinho (temperatura entre 12ºC e 15,5ºC e umidade entre 70% e 95%), aproveite! É chamada de adega passiva por ter condições naturalmente adequadas, sem precisar de resfriar ou umidificar. Em geral, esse local fica em porões abaixo do nível do solo e com isolamento térmico que podem ser pedras ou isolamento equivalente. Este ambiente deverá estar livre de trepidações e de odores.

Essa seria a melhor das opções, porque você teria uma adega sem precisar comprar! Fora isso, sem gastos com energia elétrica e baixíssimo custo de manutenção (pra não dizer zero).

 

Gostaria de reforçar que não sou contra adegas, pelo contrário, são acessórios que podem ser muito úteis e práticos, apenas quis listar alguns motivos que encontrei e que me ajudaram a decidir por não comprar (nesse momento).

Me contem! Já possuem adega? Pretendem comprar? Ou desistiram?

Varietal, Corte, Assemblage e Blend

Muitas vezes encontramos algumas descrições no rótulo do vinho que podem gerar algumas dúvidas. Afinal, o que significa Varietal, Corte, Assemblage e Blend?

Aqui vai uma breve explicação:

 

Varietal

É chamado de Varietal o vinho que possui apenas uma variedade de uva. 

 

Rótulos de Vinhos Varietais
Rótulos de Vinhos Varietais

 

No rótulo:

  • Quando está escrito o nome de apenas uma uva, se trata de um vinho varietal
  • Quando está escrito que é um varietal, se trata de um vinho com apenas uma uva

Até agora está fácil, o problema é que essa regra não é regra em todos os lugares.

 

“Variações” do Varietal:

Em alguns países é permitido ter mais de uma uva em vinhos varietais, desde que contenha o mínimo exigido da uva principal. No Brasil, um vinho varietal deve conter pelo menos 75% da uva descrita no rótulo.

Para se destacar, alguns produtores colocam no rótulo “100% Varietal” ou “Monovarietal” quando o vinho for produzido com apenas uma uva.

 

 

Corte

Os vinhos de corte são vinhos com mais de uma uva. Também são chamados de assemblage (em francês), blend (em inglês) ou lote (em Portugal).

Rótulos de Vinhos de Corte
Rótulos de Vinhos de Corte

Vinhos de regiões, vinhedos ou safras diferentes também podem ser chamados de corte.

Os motivos para cortar (misturar) vinhos pode ser redução de custos ou melhorar a qualidade do vinho, utilizando uvas com características diferentes para complementar umas as outras. O corte também é como uma arte para o enólogo que extrai o melhor de cada uva, de cada safra, para poder fazer um vinho equilibrado, diferente e exclusivo.

 

E qual é melhor?

Há quem prefira os varietais e há quem goste da diversidade dos cortes, mas não existe melhor ou pior, não tem a ver com qualidade e sim com gosto pessoal. Um vinho com as características marcantes de uma determinada variedade de uva ou o vinho com o melhor de muitas uvas podem agradar e surpreender.

 

E vocês? Têm alguma preferência?