As rolhas são responsáveis por fechar a garrafa. Independente do seu formato ou material, sua principal função é manter o vinho sem contato com o ambiente externo, evitando a oxidação. Neste post vou apresentar os tipos de rolhas utilizados em garrafas de vinho e as sua principais características.

 

Rolha de Cortiça

Rolha de Cortiça. Foto própria

Rolha de Cortiça

A cortiça é um material vegetal extraído da casca de uma árvore,o sobreiro. A casca do sobreiro é retirada em média a cada 9 anos e depois de retirada a árvore produz uma nova casca (não precisa cortar a árvore). Esse material foi escolhido por não ter cheiro e nem sabor, apresenta grande poder de vedação, elasticidade e resistência.

A rolha de cortiça é a preferida de muitos (produtores, enólogos e enófilos) por sua qualidade e, por enquanto, é a única opção para uso em vinhos de guarda, mas possui uma desvantagem: o risco da doença de rolha.

 

Doença de Rolha

 

A doença de rolha, também chamada de Bouchonée (em francês) ou Corked (em inglês) é caracterizada por um odor desagradável que lembra papelão molhado ou mofo. É uma contaminação devido ao TCA-Tricloroanisol, que é o resultado de um fungo (que pode estar na madeira), associado ao contato com substâncias cloradas (limpeza do ambiente) e fenóis (encontrados normalmente na rolha).

Essa contaminação atinge em média de 3% a 5% de todos os vinhos, o que levou muitos produtores a escolher alternativas para evitar essa perda, uma vez que muitos consumidores que percebem algum defeito no vinho acabam não comprando mais, gerando prejuízos para a marca.

 

 

Rolha de Aglomerado

Rolha de Aglomerado. Foto própria.
Rolha de Aglomerado

É a rolha feita a partir de lascas de cortiças coladas.

Pode passar gostos desagradáveis para o vinho. Para evitar esse problema, muitos usam a rolha de aglomerado com duas camadas de cortiça maciça, isolando a cola do vinho. 

Também pode contaminar o vinho com a doença de rolha.

 

 

Rolha Sintética

Rolha Sintética. Foto própria.
Rolha Sintética

É feita de plástico e possui grande variedades de estilos e níveis de qualidade. Este modelo tem sido utilizado como alternativa de diminuir o custo e evitar a doença de rolha.

Pode passar gostos desagradáveis para o vinho e não são apropriadas para os vinhos que precisam ser envelhecidos em garrafas.

 

 

Tampa de Rosca

Tampa de Rosca. Fontes: www.bottpack.co.za e yalumba.com
Tampa de Rosca. Fontes: www.bottpack.co.za e yalumba.com

Também chamada de screwcap, a tampa de rosca é a principal concorrente das rolhas de cortiça. Eram utilizadas principalmente em vinhos servidos em aviões pela sua praticidade, mas já está invadindo o mercado. Eliminam o risco de doença de rolha e são práticas para abrir e fechar a garrafa.

Ainda há certa preocupação com vinhos que precisam envelhecer em garrafas. Tem-se verificado bons resultados em vinhos tintos de consumo a médio prazo, mas para longo prazo as rolhas de cortiça ainda são insubstituíveis.

Alguns enófilos têm certo preconceito com relação a vinho com tampa de rosca. Alguns acham que perde o “charme do ritual”, o “romantismo” de abrir uma garrafa (é o mesmo charme de abrir uma garrafa PET), outros acreditam que se trata de vinhos de qualidade inferior. O fato é que além de baratear o vinho, ainda facilita a nossa vida (bom para levar em lugares que você não sabe se vai ter um saca-rolhas!).

 

Rolha de Vidro

Rolha de vidro. Fonte:  http://vinolok.cz/
Rolha de vidro. Fonte: http://vinolok.cz/

 

Foi criada na Alemanha em 2003 e já tem conquistado alguns produtores e enófilos mundo afora. A rolha de vidro é uma alternativa para evitar a doença de rolha da cortiça, não passar o gosto do plástico da rolha sintética e ainda tem uma aparência melhor que a tampa de rosca. Tem ótima vedação, é prática, higiênica e pode ser reciclada. 

Por ser uma tecnologia recente, ainda não foi possível analisar o seu comportamento para os vinhos de guarda a médio e longo prazo.